segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Yoga para o bem estar
Foi
no início da estação da Primavera que um grupo de pessoas de Barretos, uma importante cidade localizada no norte do estado de São Paulo, teve oportunidade de
praticar Yoga e vivenciar o bem estar psicofísico através desta prática milenar
hindu.
Sob
a orientação da instrutora Mara Maciel, o grupo trabalhou diversas ásanas, uma
palavra de origem sânscrita que nomeia as diferentes posturas utilizadas pelo
Yoga. Ao praticar as posturas, a pessoa desenvolve melhor a musculatura,
trabalha a flexibilidade, fortalece os ossos, bem como massageia os diversos órgãos
do corpo. Outro aspecto importante do Yoga é melhorar o equilíbrio físico e
emocional.
Com
duração de oito horas, o grupo recebeu uma explicação inicial sobre o Yoga, sobre
a atividade e sobre a importância da respiração para a vida. Em seguida,
iniciaram sequências de alongamento e aquecimento. Depois vieram as sequência
dos doze gestos de paz, a sequência de Saudação à Terra, a sequência de
saudação ao Sol, a sequência de Saudação à Lua e a sequência dos doze gestos de
purificação com meditação. Para encerrar, o grupo fez automassagem e o
relaxamento final.
O
ambiente estava muito gostoso, suave e soprava uma brisa muito agradável, com
intervalos de conversas e chás, numa atmosfera de muita paz e tranquilidade.
Joelso Tavares, promotor da atividade, e Mara Maciel
sábado, 2 de julho de 2016
Atividade boa é quando todos gostam e ficam bem à vontade
Outro dia desses, o clima
estava amigável conosco, nem quente nem frio, um dia claro, solzinho agradável, e nos reunimos com alunos da Escola Municipal Adolfo Bezerra de Menezes na
Biblioteca Municipal de Uberaba.
O papo rolou solto, gostoso, alternando falas, gestos e pensamentos. Uma delícia! Uma atividade é boa quando todos gostam e ficam bem à
vontade. Conversamos sobre tudo e um pouco mais. Falamos de nós, de nossas
expectativas, da escola, dos amigos, da cidade onde moramos, de meio ambiente
e, é claro!, de literatura. Como não podia deixar de ser, terminamos a
atividade abraçando árvores – ainda bem que tinha para abraçar –, e uns aos outros. Assim é que é bom
trabalhar Educação Ambiental.
segunda-feira, 14 de março de 2016
Educação ambiental e algo mais na Escola Olga de Oliveira
A professora Enedina Borges
nos convidou e lá fomos nós conversar sobre educação ambiental, sobre os bichos
do Cerrado, sobre tecnologia e vida saudável na Escola Municipal Olga de
Oliveira. Os alunos do oitavo e do nono ano chegaram aos poucos, curiosos com
os visitantes, mas tranquilos, interessados, e foram escolhendo seus lugares,
se sentando.
A fala foi dinâmica,
não exaustiva e nem exclusiva. Não nos consideramos donos da palavra, dos
conceitos, da verdade. Conosco, a palavra é livre, é aberta, quem quer se
manifestar, fala, quem quer ficar só ouvindo, ouve. Diálogo há de ser assim! A
escola até que colocou microfone à nossa disposição, mas nem foi necessário.
Então, a manhã foi de
conversa, de relaxamento, de indagações, de alongamentos, inclusive
intelectuais...
Era uma vez... Esse foi
só o começo da conversa.
Mara Maciel e Renato
Muniz
quinta-feira, 10 de março de 2016
Educação ambiental nas escolas
No
último sábado de fevereiro de 2016, estivemos no Colégio Marista de Uberaba
para uma atividade com os alunos do oitavo ano. Fomos convidados para falar
sobre o tema da Campanha da Fraternidade/2016: “Casa comum, nossa
responsabilidade”, cujo objetivo principal é “chamar atenção para a questão do
saneamento básico no Brasil e sua importância para garantir desenvolvimento,
saúde integral e qualidade de vida para todos”.
Foi
muito boa a participação dos alunos, todos muito atentos, alegres e envolvidos.
Naquela tradicional escola uberabense, nos receberam, de forma muito carinhosa,
a diretora Renata Teixeira Freire e as coordenadoras Marise Diniz e Luciene Bomtempo.
Destacamos
em nossa fala que cuidar da “nossa casa” é cuidar do planeta Terra e do nosso
corpo. Trabalhamos conceitos como qualidade da água, a importância da biodiversidade,
os perigos representados pela poluição, saneamento básico e a necessidade de
uma convivência harmoniosa com os demais habitantes deste planeta, os bichos.
Ao final, conversamos um pouco sobre nosso livro: “Os bichos são gente boa”,
prometendo retornar para conversarmos mais sobre literatura e outros assuntos
relacionados ao meio ambiente.
Mara Maciel e Renato Muniz
domingo, 11 de outubro de 2015
Efemérides de outubro: livro e leitura
Sob o ponto de
vista de um professor, três efemérides (datas relevantes, significativas) marcam
o mês de outubro: os dias 12, 15 e 29.
No dia 12
comemora-se o Dia Nacional da Leitura, para estimular crianças e jovens. No dia
15 de outubro é comemorado o Dia do Professor, uma data para nos lembrarmos desse
profissional tão citado, tão admirado, mas que, de fato, é pouco valorizado
quando se verificam suas condições de trabalho, de remuneração e de vida na
atualidade. E, no dia 29 de outubro, comemora-se o Dia Nacional do Livro.
Para comemorar as
duas datas relacionadas ao livro e à leitura, o Renato escreveu no Jornal da
Manhã de domingo, dia 11/10/2015, uma crônica sobre livros e bibliotecas. Amigos
e leitores estão convidados a compartilharem o texto:
Uma noite na biblioteca
Renato
Muniz Barretto de Carvalho
No filme “Uma
noite no museu” (Night at the Museum, EUA, 2006, dirigido por Shawn Levy), o
ator Ben Stiller, no papel de um simplório guarda-noturno, passa uma noite
memorável, e ao mesmo tempo assustadora e inusitada, no Museu de História
Natural de Nova York. Trata-se de uma comédia de sucesso, cuja história cresce
em suspense quando, lá pelas tantas da madrugada, o Museu ganha vida, os
personagens históricos renascem, os bichos empalhados fazem uma boa farra e até
um dinossauro se movimenta feroz e desajeitado por entre relíquias históricas e
peças etnográficas.
O filme não é
grande coisa, em termos da arte cinematográfica, mas o enredo é curioso,
inventivo e as situações criadas são engraçadas, nos fazem rir.
Cito o filme para
contar uma situação semelhante, recorrente em minhas divagações insones: passar
uma noite numa biblioteca e poder ver os livros ganharem vida no silêncio e no
vazio das salas de leitura sem leitores, observar os volumes deixarem as respectivas
estantes e misturarem-se uns aos outros, dialogarem entre si; livros de ficção
com obras de referência, livros de poesia, tão sensíveis, com livros didáticos,
tão sem graça.
Meu sonho é ver
saltarem das páginas os personagens, reviverem os autores, os cenários, as
histórias... E eu ali, no meio dessa confusão criativa, podendo conversar com
os vivos e com os mortos, com a história e com monstros intergaláticos, visitar
lugares próximos e distantes, além dos imaginários, é claro!
Já pensaram em
como seria ter uma conversa com Marco Polo sobre suas viagens ao Oriente? E
como seria interessante discutir a guerra, Cuba, as touradas e as pescarias com
Hemingway? E falar de Macondo com Gabriel Garcia Marquez? Saber do Machado de
Assis se Capitu afinal traiu ou não Bentinho? Um dos grandes mistérios da
literatura mundial, sim, mundial! E eu ali trocando ideias com nosso maior
escritor: “E então, meu caro Machado, traiu ou não traiu?” Pouco importa, mas
já imaginaram?
Poder conversar
com meu predileto, Graciliano Ramos, e sugerir a ele, humildemente, que foi um
erro fumar três maços de cigarro por dia, mas isso seria uma descortesia. Diria
a ele como me emocionou ler a história da família de retirantes em “Vidas
Secas”, a violência patriarcal e latifundiária de “S. Bernardo” e a singeleza
de “Infância”. Demais!
A Herman Melville
eu diria que sua obra, “Moby Dick”, é belíssima, mas que nos dias de hoje
jamais Ismael poderia fazer uma caça à baleia como a que ele, Melville, de
forma magistral, nos contou. Diria a ele que as baleias correm sério risco de
extinção, esses animais tão simpáticos e pacíficos.
Quando vou a uma
biblioteca gosto de deixar a imaginação fluir, tanto faz em que direção. Paro
por aqui, mas essa noite seria fecunda e interminável. Diante do que poderia
acontecer numa biblioteca, “Uma noite no Museu” é fichinha!
VAMOS
COMEMORAR!
Dia Nacional da
Leitura para estimular crianças e jovens
“O calendário
brasileiro passou a contar com a comemoração do Dia Nacional da Leitura e da
Semana Nacional da Leitura, no dia 12 de outubro, de acordo com a Lei
11.899/09. O autor do projeto que deu origem à lei, senador Cristovam Buarque
(PDT-DF), afirmou que a iniciativa estimulará a convivência da sociedade com a
produção literária do país. Além de marcar a festividade já consagrada do Dia
da Criança, esse dia abrigará, também, o Dia Nacional da Leitura e a Semana da
Leitura, com a intenção de enfatizar junto à sociedade brasileira a importância
do cultivo do amor aos livros desde a infância – defendeu o senador.” (Associação
Brasileira de Difusão do Livro – ABDL).
12 de outubro, dia
Nacional da Leitura.
A IMPORTÂNCIA DA
LEITURA!
“A leitura é
fundamental para nosso processo de aprendizado e desenvolvimento profissional! Quando
lemos, escrevemos melhor, temos mais facilidade na compreensão de textos,
livros e maior capacidade de argumentação. Tudo é questão de hábito, se
colocarmos os livros como uma das prioridades do nosso dia a dia, eles não
serão esquecidos. Leia! Aproveite seus momentos livres, seja em casa, na
escola, no parque, no ônibus ou no metrô.” (Instituto Pró-Livro).
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
De Uberaba a Peirópolis de bicicleta
De Uberaba a Peirópolis de bicicleta
Renato Muniz Barretto de Carvalho
Aproveitamos o feriado da “Independência” para fazer um passeio de bicicleta até Peirópolis, comunidade rural do município de Uberaba, MG. O lugar é famoso pela quantidade e qualidade dos fósseis encontrados em seu sítio paleontológico. Passear pedalando é sempre bom, distrai, diverte, faz bem à saúde física e mental. Estávamos em quatro pessoas, sem carro de apoio, só nós, as bicicletas, água e muita vontade de ir mais longe. Do centro de Uberaba, de onde saímos, até o “bairro dos dinossauros” (Peirópolis), percorremos cerca de trinta quilômetros.
O passeio teve muitos pontos positivos, e
outros nem tanto, mas o saldo foi favorável, mais acertos do que erros, afinal
deu tudo certo e chegamos no horário previsto, sem nenhuma queda e nem sequer um
pneu furado. Lá em Peirópolis, tínhamos marcado de nos encontrarmos com pessoas
da família para um bom almoço, sem pressa, numa mesa comprida e aconchegante, com
comida e assuntos diversos.
Nosso maior erro foi termos saído tarde.
Passava um pouquinho das dez horas da manhã quando as rodas das magrelas
começaram a percorrer as ruas da cidade em direção à comunidade de Peirópolis.
A manhã já estava bem quente quando atingimos a estrada que dá acesso ao bairro.
A trilha, em terra, é uma antiga ligação
da cidade de Uberaba em direção à capital do estado, e se constitui de um
trecho que foi descartado quando a rodovia BR 262 foi asfaltada, no final dos anos
1960. O traçado sinuoso da antiga estrada cedeu lugar a retas mais adequadas ao
trânsito rápido. Pode-se dividir a trilha em duas partes: uma antes e outra
depois de um cruzamento com a BR 262. Ainda hoje, a antiga estrada é bastante usada
por moradores, trabalhadores e proprietários rurais das redondezas. No último
domingo de cada mês, acontece um passeio, já tradicional no calendário
turístico local, a “Trilha dos Dinossauros”. Aos domingos e feriados, não é
raro encontrar pessoas caminhando na trilha, e o número de ciclistas tende a
aumentar.
As notas dissonantes ficaram por conta
do lixo jogado no primeiro trecho da trilha, da falta de sinalização, com
poucas placas indicativas do percurso, e a ausência de árvores, ou seja, poucos
trechos com sombra. Causa desânimo percorrer uma trilha de bicicleta, numa atividade
agradável de passeio, de contemplação da natureza, e depararmo-nos com uma
estrada cuja finalidade também parece ser o descarte de resíduos. Falta
educação ambiental, faltam mais políticas públicas de incentivo ao turismo e às
atividades ao ar livre. Faltam mobilização e atitudes, individuais e coletivas,
para mudar o quadro de degradação ambiental. Vamos em frente!
Após cruzarmos a rodovia, a situação
melhorou, mas deve-se confessar que também não é muito agradável pedalar por
carreadores em lavouras de cana sob o sol do fim da manhã de um setembro bem seco
até aquela data.
Os dois trechos da trilha são bem
diferentes. A primeira etapa apresenta, nesta época do ano, muita areia, o que
dificulta as pedaladas. Em compensação, é plana e ampla. A segunda etapa
inicia-se no cruzamento da estrada de terra com a rodovia. A partir daí, há um
bom declive até um córrego de águas limpas e cristalinas, o Ribeirão Lageado. É
preciso descer com cuidado, mas já não há areia solta na estrada. Depois de uma
simpática ponte inicia-se uma subida difícil para quem não está acostumado a
pedalar em estradas de terra. Ao atingirmos o topo, com o suor escorrendo, a
perspectiva da chegada breve nos remeteu à “síndrome do cavalo velho que apressa
o passo ao se aproximar do curral”, ou coisa parecida, e tudo se tornou mais
fácil. Conseguimos chegar a tempo!
Percorremos o trajeto em cerca de duas
horas e pouco, só com paradas para água e fotografias na ponte do Ribeirão Lageado.
Chegamos exaustos, pois não temos mais vinte anos, mas o passeio e o esforço
valem a pena mesmo para quem já beira os sessenta.
A comunidade de Peirópolis se prepara há
bastante tempo – e a cada dia mais! –, para receber turistas, seja de carro, de
ônibus, de bike e a pé. Mas são necessários mais incentivos, maior apoio por
parte da administração pública. Placas de sinalização, limpeza, mais árvores
nos caminhos e na trilha são pré-requisitos essenciais para cativar os
visitantes. De qualquer forma, uma visita ao Museu Paleontológico é obrigatória
e bons restaurantes atendem muito bem quem vai até lá para passear, visitar o
Museu, almoçar, estudar ou simplesmente descansar.
Para coroar, como se diz por aqui, o
belo passeio, a melhor recomendação é saborear um delicioso sorvete na
sorveteria da Claudete, que fica próxima ao Museu. A gente até se esquece do
sol quente, da poeira e do cansaço. Não dá nem vontade de ir embora!
Serviço:
Na
página da internet da Prefeitura Municipal de Uberaba encontra-se a seguinte
informação sobre Peirópolis: “Pequena vila situada a 21 km do centro de
Uberaba, possui entre os seus principais atrativos um sítio paleontológico com
fósseis de 80 milhões de anos, um museu e o Centro de Pesquisas Paleontológicas
“Llewellyn Ivor Price”, parque com réplicas de dinossauro em tamanho natural,
área para esportes, e uma paisagem caracterizada pela beleza e tranquilidade.
Seus doces e licores caseiros são famosos e muito procurados.”
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