terça-feira, 3 de março de 2015
Educação Ambiental em Igarapava
Igarapava, SP
Com
a finalidade de desenvolver reflexões sobre educação ambiental junto aos
professores das escolas municipais de Igarapava, a partir de proposta do setor
de meio ambiente do Consórcio da Usina Hidrelétrica de Igarapava (UHE
Igarapava), estivemos, no final do mês de fevereiro de 2015, no Polo
Universitário desta cidade para conversar com cerca de 60 professores.
Conversamos
sobre alguns conceitos da Educação Ambiental, sobre a importância da leitura do
mundo, segundo o texto de Paulo Freire: “A importância do ato de ler”, sobre as
diferenças entre consciência e atitude e sobre as várias possibilidades de se trabalhar
Educação Ambiental dentro de um enfoque multidisciplinar. Conversamos também
sobre a Educação Ambiental considerada de modo integral, de “corpo e alma”, e
não fragmentada, nunca como “adestramento”. Neste aspecto, foi muito bem aproveitada
a fala da Mara Maciel sobre o corpo humano, sobre equilíbrio e sobre como
usamos os cinco sentidos para fazer a leitura do mundo.
Se
o que se quer é um mundo sustentável, temos de pensar e trabalhar juntos para
isso. Ninguém melhor do que os professores para orientarem a formação dos
alunos no sentido de caminharmos em direção a uma prática cidadã que leve em
conta o fato do planeta Terra ser a “nossa casa”. Só o debate livre,
responsável, aberto, plural, com tolerância e respeito à diversidade é que pode
produzir mudanças, tão necessárias diante de questões como falta d’água,
desmatamento, impermeabilização do solo, soluções adequadas para a redução dos
resíduos sólidos, saneamento, combate à poluição e saúde ambiental.
Um
dos aspectos importantes neste trabalho que estamos desenvolvendo tem sido o
envolvimento das pessoas responsáveis pelas várias instâncias, direção das
escolas, pessoal do setor de meio ambiente do Consórcio, gestores públicos dos
municípios e dos próprios professores. Percebe-se que todos estão comprometidos
com o trabalho e as atividades propostas. Isso faz a diferença!
Igarapava
é uma cidade muito agradável e acolhedora. Está situada ao norte do Estado de
São Paulo, sendo a última cidade na Rodovia Anhanguera antes da divisa com
Minas Gerais. Tem cerca de 30 mil habitantes, várias escolas, praças e boa
infraestrutura urbana. Na divisa com Minas Gerais está o Rio Grande, onde se
localiza a Usina Hidrelétrica de Igarapava. Um dos compromissos da UHE
Igarapava é justamente a preocupação com a questão ambiental.
Confiram
abaixo algumas fotografias nos dois dias de atividades.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Atividades de Educação Ambiental em Rifaina, SP
A Educação Ambiental é
daquelas coisas imprescindíveis, cuja necessidade nunca cessa, e que estão
sempre em transformação, assim como a própria vida. Por isso, por mais que se fale,
por mais que livros, artigos e vídeos sejam escritos e produzidos, nunca será o
suficiente, pois o processo é contínuo e a realidade muda o tempo todo. Essa é
a dinâmica da existência, da natureza, da história! Daí a importância de sempre
se dar o devido valor à Educação Ambiental.
A partir de um Projeto
desenvolvido para o Consórcio da Usina Hidrelétrica de Igarapava (UHE
Igarapava), estivemos, nos últimos dias de janeiro de 2015, na cidade de
Rifaina, norte do estado de São Paulo. Em dois dias de atividades desenvolvemos
um excelente trabalho com os professores da Escola Municipal João Etchebehere
desta cidade.
Dentre outras coisas boas
da Educação Ambiental (EA), um princípio se destaca: sua prática nunca deve vir
de fora para dentro, nem de cima para baixo, desta forma a participação, a
valorização das características do lugar, das potencialidades locais é muito
importante. E isso foi levado em consideração nas atividades realizadas em
Rifaina.
Durante os dois dias em
que lá estivemos, trabalhamos as diferentes leituras do mundo, conversamos sobre
o meio ambiente, sobre o corpo e outros aspectos pertinentes à EA. O ponto alto
foi a atividade de sensibilização conduzida pela Mara Maciel na Praça 24 de
dezembro.
Fomos muito bem
recebidos por todos. Boa participação e total envolvimento de todos na
proposta. Tudo muito certo: local adequado, infraestrutura à disposição,
professores motivados, material solicitado em ordem, ou seja, satisfação e
aproveitamento por parte de todos.
A cidade é muito
gostosa e estava muito limpa e tranquila. É um desses lugares, que ainda
existem, onde se pode caminhar despreocupadamente em calçadas seguras, silenciosas,
com muitas praças, bons restaurantes e habitado por gente boa.
Nossos agradecimentos ao pessoal do Consórcio da Usina Hidrelétrica de Igarapava e à direção da Escola Municipal João Etchebehere pelo apoio e por acreditarem na Educação Ambiental.
As fotografias abaixo
dão uma ideia do trabalho desenvolvido e da cidade.
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Educação Ambiental e algo mais!
Se, por um lado, existem questões específicas
ligadas à educação, aos aspectos pedagógicos, à relação professor/aluno/escola,
por outro lado existem questões específicas ligadas à questão ambiental. Não vemos
como separar um do outro. Ou teremos duas educações? Uma para consumo escolar
apenas e outra para a vida, para o cotidiano?
É evidente, hoje, uma tendência
de um ensino mais integrado, holístico, voltado para o desenvolvimento do
aprender a aprender, do aprender a fazer, a ser, a conviver. Isso nos remete a uma
historinha que termina mais ou menos assim: “teoria é quando se sabe tudo e
nada funciona. Prática é quando tudo funciona e ninguém sabe por quê. Cabe a
nós decidirmos realizar a união entre teoria e prática: nada funciona e ninguém
sabe por que ou tudo funciona e todos sabem por quê.” E então?
Esse tem sido um dos dilemas da
educação ambiental. Temos aí questões que devem ser trabalhadas em sala de
aula, não importando se ensino fundamental, médio, superior ou pós-graduação,
mas tendo em vista as principais questões que dominaram o século XX e ainda dominam o século XXI: as demandas ambientais, a busca por novas atitudes de consumo, os
problemas geopolíticos mundiais e, o mais importante, a necessidade de um
sistema internacional com menos conflitos e desigualdades, as novas relações
entre o local e o global, as questões étnicas, culturais, de gênero, a
valorização da biodiversidade e a importância de se aprender a conviver com o
outro, com as diferenças.
A
formação das pessoas é uma das questões centrais de nosso tempo. Não há como
desvincular isso da preocupação com o avanço das ciências, com as inovações,
com as teorias, com a tecnologia, com o corpo. Não podemos pensar
em educação como se as pessoas fossem massa de modelar.
O papel de uma educação
realmente ambiental é unir a realidade da escola e das instituições à realidade
das casas, das cidades, das ruas, da água que nasce nos mananciais protegidos dos
capões de mata. É unir teoria e prática. Uma utopia? Que seja!
Renato e Mara: selfie em Paraty (RJ)
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Encerramento das atividades do CEA Sítio da Pedreira
Caros
amigos,
Em
2014, nós, do Centro de Educação Ambiental Sítio da Pedreira, resolvemos encerrar
as atividades do CEA. Não sendo mais possível conduzir nossos projetos, por uma
série de motivos, de ordem pessoal e conjuntural, decidimos não continuar o trabalho
com os programas educacionais que vínhamos desenvolvendo desde 2010.
Sempre
acreditamos, e continuaremos a acreditar, nas ideias e nas práticas de Educação Ambiental, como as que
desenvolvíamos no CEA. Foi com muita vontade de proporcionar alegria,
conhecimento e proximidade com a natureza para os grupos que nos procuravam,
principalmente as escolas, que investimos nossas energias e recursos no projeto.
Tivemos muitos bons momentos e nenhum tipo de contratempos ou aborrecimentos
com os visitantes.
Sabemos
que tudo tem o tamanho que pode ter e mais um pouquinho, mas, como tudo é
cíclico, assim foi que um dia sonhamos o CEA, o projeto nasceu, desenvolveu-se e,
agora, findou-se. Ao longo desse tempo, guardamos e distribuímos “sementes” que
estão soltas e que, temos certeza, vão germinar se forem plantadas em solo fértil.
Agradecemos
a todos os amigos que participaram desta história e que sonharam conosco um
mundo melhor, com maior respeito à biodiversidade e mais compreensão com os complexos
processos de interação entre a sociedade e a natureza.
Desejamos
que 2015 seja um ano para outros sonhos e que seja coletivamente prazeroso
continuar sonhando e lutando por um mundo em que os seres vivam em
harmonia!
Nossa
gratidão a todos.
Mara e Renato
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