segunda-feira, 16 de março de 2015

Mitos da Geografia de Uberaba: fala aos alunos do Curso de Geografia da UFTM



Alunos acompanham a fala na UFTM 

Renato, Mara e grupo de professores do Curso

Em março de 2015, no início do ano letivo, fui convidado a fazer uma palestra aos alunos do Curso de Geografia da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). A fala, que os organizadores chamaram de “Aula inaugural”, fez parte da recepção aos alunos ingressantes de 2015.

É sempre um prazer e uma honra poder participar dos eventos e atividades do Curso de Geografia da UFTM. Sinto-me na obrigação de prestar minha colaboração sempre que sou chamado. O que se espera de um bom curso de Geografia é que valorize, além dos aspectos globais e contextuais, as questões locais e as pessoas que, de uma forma ou de outra, participaram, e participam ainda, da construção do pensamento geográfico na cidade e na região. Que seja um curso que se debruce, num sentido científico, acadêmico, sobre a sociedade local e seus interlocutores, que faça reflexões sobre o conhecimento histórico e geográfico que foi elaborado ao longo do tempo. Assim pautei minha fala.

A partir da solicitação dos organizadores, resolvi discorrer sobre o que intitulei “Os mitos da Geografia de Uberaba”. Na verdade, meu intuito foi fazer uma provocação, no bom sentido, para estimular os alunos a formarem um “olhar de geógrafos”, tão necessário na vida profissional deles quando concluírem o curso.

Tendo feito uma breve conceituação de mito, num sentido filosófico, enumerei dez “mitos” da geografia de Uberaba e falei um pouquinho sobre cada um deles. O caráter informal da fala permitiu uma conversa leve e pontuada de ironias. Falei sobre temas como a questão da origem do nome da cidade, das enchentes, da visão que a elite local construiu sobre si, sobre o zebu, sobre a cidade das “sete colinas”, dentre outros temas.

Também destaquei alguns livros importantes sobre a cidade e a região (ver relação parcial abaixo).

O Curso de Geografia da UFTM já formou algumas turmas, muitos egressos estão atuando como professores na cidade e na região, outros já foram para a pós-graduação e o mestrado. As atividades desenvolvidas por alguns professores já possibilitaram uma boa produção escrita sobre ensino de geografia e sobre a própria cidade. A minha expectativa é que o Curso se consolide como um importante núcleo de pensamento crítico e que possa nos trazer sempre reflexões relevantes sobre a sociedade e as questões geográficas locais, regionais e globais. Confiram abaixo fotografias das capas de alguns livros sobre a história de Uberaba mencionados durante a minha fala:

"História de Uberaba e a civilização no Brasil Central", de Hildebrando Pontes, um dos mais importantes intelectuais de Uberaba na primeira metade do Século XX. Edição da Academia de Letras do Triângulo Mineiro (1970).

 "Desemboque: documentário histórico e cultural, organizado por Jorge Nabut. Publicado pela Fundação Cultural de Uberaba (1986).

"Personalidades uberabenses" (2015), de Guido Bilharinho, um dos maiores estudiosos da história local.

"Uberaba: uma trajetória sócio-econômica (1811 - 1910)", de Eliane Mendonça Marquez de Rezende. Edição do Arquivo Público de Uberaba (1983). Uma das mais importantes pesquisas já feita sobre a história de Uberaba.

"Terra madrasta: um povo infeliz", de Orlando Ferreira. Typographia do Brasil Central (1926). Um dos mais polêmicos livros já escritos sobre a história e a sociedade uberabenses.

Revista Convergência, da Academia de Letras do Triângulo Mineiro (ALTM). Revista que, ao longo do tempo, desde 1971, publicou, além de ficção, inúmeros artigos sobre história local e regional.

 

Nenhum comentário: